Mudar hábitos para maior eficiência energética nos edifícios

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A necessidade de mudança é urgente. Cada vez mais as emissões de gases poluentes para a atmosfera são uma preocupação global e alguma coisa tem de ser feita. Um dos maiores responsáveis pelas emissões nocivas é o setor da construção. Atualmente, 36% das emissões totais de gases de efeito de estufa e 40% dos consumos energéticos da União Europeia, estão associados a esta área. É precisamente por aqui que temos de pegar para mudar mentalidades e inverter toda esta situação, que prejudica o ambiente. A partir do dia 1 de julho deste ano vai entrar em vigor um Decreto-Lei empenhado em combater os danos que estamos a causar ao nosso planeta. No Decreto pode ler-se que “os edifícios têm um potencial imenso de contribuição para o combate às alterações climáticas através de ganhos de eficiência. Assim, assegura-se a redução dos consumos e emissões enquanto se aumentam os padrões de segurança e conforto dos seus utilizadores”. O principal objetivo é assegurar e promover uma melhoria do desempenho energético e impor a realização de inspeções periódicas aos sistemas técnicos de aquecimento, arrefecimento ou ventilação, bem como instalar infraestruturas de carregamento elétrico de veículos nos edifícios. Se bem-sucedido, este projeto fará com que o setor imobiliários passe a ter necessidades quase nulas de energia. Com tudo isto fica a pergunta: Mas afinal o que vai mudar concretamente? A GreenWorld traz um resumo de tudo o que tem de saber acerca das novas regras para o setor da construção.

  1. Requisitos essenciais dos edifícios

A climatização dos edifícios é um dos pilares da nova sustentabilidade energética. O aquecimento e arrefecimento de espaços ou ventilação dos mesmos devem estar sujeitos a alguns requisitos e cumprir regras de instalação, manutenção, documentação e desempenho. Estes novos edifícios construídos sob a alçada das novas condições energéticas vão ter quase zero necessidade de energia devido a regras impostas pelo Decreto, que pretende minimizar problemas e limitar necessidades energéticas, de acordo com o Governo. Os fatores a ter em conta são: desempenho energético geral, dimensionamento adequado, instalações corretas e controlo apertado e todos eles deem ser assegurados pelo técnico responsável de projeto.

  1. Apoios e Renovação dos edifícios

Tanto edifícios novos como aqueles que necessitam de renovação, devem cumprir de forma igual com as novas políticas e requisitos energéticos a entrar em vigor. Responsáveis por estabelecer estas medidas, bem como incentivos monetários, estão os membros do governo da área financeira e energética. De uma forma inteligente, as novas medidas dependem de poupanças relativas às políticas de baixo consumo de energia para melhorar o desempenho dos edifícios, mas também do progresso feito até à data com as renovações e dos equipamentos utilizados na renovação e melhoramento das construções.

  1. Avaliações, inspeções periódicas e instalação de sistemas de automatização

Alguns edifícios estão sujeitos a avaliações e inspeções periódicas e à monitorização do consumo, visto que têm de manter um nível mínimo de desempenho energético. Relativamente à situação anteriormente referida dos sistemas de condicionamento do ar e ventilação, está também prevista a realização de inspeções, mais uma vez, para retificar que tudo se encontra em ordem no que toca ao desempenho. É também necessários verificar e identificar problemas para tomar medidas no sentido de melhorar estes sistemas.

Dentro deste novo mundo da poupança energética e sustentabilidade ambiental, estão também previstos sistemas de automatização e controlo para os edifícios quem possuem mais necessidade de energia e consumo. Estes novos sistemas são responsáveis por assegurar a monitorização dos consumos de energia para, quando se fizerem as contas, obter todas as informações acerca do potencial e desempenho energético dos edifícios. As construções comerciais que reúnam certas condições, devem instalar estes sistemas até 31 de dezembro de 2025.

  1. Promover a mobilidade elétrica

Nos dias de hoje, cada vez mais os veículos elétricos começam a fazer parte das estradas. O incentivo do governo à compra deste tipo de carros, tem vindo a seduzir muitas pessoas, que optam por se deslocar de uma forma mais sustentável e amiga do ambiente. Nos edifícios que vão ser construídos a partir do dia 1 de julho, está prevista a instalação de pontos de carregamento para estes veículos, nos parques de estacionamento ou nas garagens. Os edifícios comerciais com mais de 20 lugares disponíveis, devem agora ter dois pontos de carregamento até 31 de dezembro de 2024.

Quer saber como podemos ajudá-lo no campo da eficiência energética nos edifícios? Fale hoje mesmo connosco.